A aflatoxina
B1 é uma das aflatoxinas produzidas pelo fungo Aspergillus Flavus, que se desenvolve principalmente em alimentos. Extremamente tóxica a
aflatoxina B1 é um venenoso composto químico estável.
O fungo Aspergillus Flavus está presente em todos os alimentos, tendo sua incidência bastante acentuada na armazenagem principalmente de cereais,
amendoim e mandioca. Seu desenvolvimento é rápido, atingindo níveis altíssimos em ambientes favoráveis com temperatura e umidade ideais.
Nos Estados Unidos a agência federal de alimentos (FDA Foods & Drugs Agency) tolera apenas 20 PPB (partes por bilhão) de aflatoxina em qualquer cereal. No Brasil, infelizmente não
temos um controle rigoroso da autoridade sanitária sobre a questão nos cereais, o que coloca mais em risco a população de animais como também das pessoas.
Na verdade o maior controle sobre a aflatoxina B1 é feito nas áreas de avicultura e suinocultura em virtude de hoje o Brasil ser um grande exportador de carnes, principalmente de aves,
para a Europa e outros países. A obrigatoriedade de manter elevados padrões e do controle da qualidade da carne faz com que os produtores privados obedeçam regras internacionais
rigorosas de controle. Isso é positivo para o país.
A história mostra alguns fatos catastróficos sobre esse tipo de aflatoxina. Em 1957 na Inglaterra cerca de 500.000 aves foram exterminadas sem que alguma coisa pudesse
ser feita para sustar o mal, naquela época desconhecido. Algo semelhante ocorreu em 1958 nos EUA com a morte de 800 cavalos de raça. Houve um caso em que um lote de
castanhas
do Pará proveniente do Brasil foi condenado na Alemanha, trazendo prejuízo aos exportadores brasileiros.
O envenenamento por fungos é conhecido como micotoxicose. A avicultura e a suinocultura já têm consciência e conhecimentos avançados sobre esse importante problema, pois com o
controle e a erradicação de outras doenças através das vacinas, a questão aflatoxinas tomou importância relevante e pela sua evidência mais clara.
Os sintomas do envenenamento pelas aflatoxinas são:
Nos suínos, desenvolvimento irregular de leitões, icterícia, consumo excessivo de água, urina demasiada, aumento dos rins, pernas tortas, fertilidade reduzida, aborto e queda de
produção de leite em matrizes.
Na avicultura, crescimento irregular de frangos, queda de produção de ovos e fertilidade, ovos pequenos e de casca fina, lesões orais, dispnéia, tremor e paralisia.
Os especialistas recomendam a prevenção como o método mais seguro para evitar o envenenamento por
aflatoxina B1.
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Na alimentação humana:
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1)
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Evitar consumir produtos derivados de cereais com prazo de validade vencido, que
apresente aspecto deteriorado ou tenha sua embalagem violada.
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2)
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Guardar alimentos em locais isentos de umidade e com boa ventilação para evitar temperaturas favoráveis ao desenvolvimento da toxina.
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3) |
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Não comprar produtos de cereais de origem duvidosa.
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Na alimentação de animais:
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1)
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Manejar bem a ração evitando umidade, água e condições ideais ao desenvolvimento das aflatoxinas.
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2)
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Desprender resíduos grudados em depósitos, silos, roscas transportadoras e comedouros.
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3)
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Verificar o teor de umidade, quantidade de grãos quebrados e infestação de fungos quando da aquisição de milho ou outros produtos agrícolas.
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4)
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Na produção própria de grãos e sua conservação, precaver-se da migração de umidade, proliferação de fungos e infestação de insetos, proteger contra roedores, da contaminação de inseticidas, como também evitar ao máximo possível a quebra.
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5)
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Fazer a melhor ensilagem possível, mantendo rigoroso controle sobre aeração e outras medidas na técnica da armazenagem adequada.
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6)
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O consumidor deverá tomar muito cuidado quanto a embalagens violadas, validades vencidas, ou produtos a granel com aparência duvidosa. Ao abrir uma embalagem, antes de consumir o produto, fazer uma inspeção rigorosa quanto a aspecto e sabor do alimento.
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