Organização  Logística Interna  Otimização de Processos  Utilidades  Energia
Racionalização da Produção  Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental
 

BRAZIL INDUSTRIAL SOLUTIONS

SOLUÇÕES EM PROJETOS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS

 DESTILARIAS DE ÁLCOOL A PARTIR DA MANDIOCA


 

 
OBJETO
 
Usinas de etanol a partir de mandioca in natura, da matéria semi-processada (farináceos) ou de fécula produzida em unidade integrada. O etanol (álcool etílico) obtido com graduações de 94o a 98o GL, será destinado para produção de bebidas destiladas e para química fina, com demandas no mercado brasileiro e internacional ou para o mercado de álcool carburante. A unidade permite também o aproveitamento dos resíduos sólidos (vinhoto e outros) como matéria prima para produção de torta protéica.
 
VANTAGENS DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
 
1) Uso intensivo e destino certo da produção agrícola.
2) Aproveitamento de 100 %, inclusive de tubérculos não classificados rejeitados na colheita.
3) Garantia de compra da produção.
4) Geração de empregos.
5) Efeito econômico direto local.
 
FABRICAÇÃO INTEGRADA DE FÉCULA E ÁLCOOL
 
Unidade integrada para produção de álcool e fécula para fins comerciais.
 
CONCEITO DO PROCESSO
 
O processo utilizado é o da conversão enzimática do amido gelatinizado em açúcares fermentecíveis.
 
PRODUTOS, CO-PRODUTOS E SUB-PRODUTOS
 
P
RODUTO PRINCIPAL
 
Álcool etílico (etanol), graduações de 94o a 98o GL.
 
A
PROVEITAMENTO ECONÔMICO DE COMPONENTES DO PROCESSO
 
1) Vinhaça (Vinhoto)
 
 * Produção de farelo com alto conteúdo protéico para complemento de alimentação humana.
 * Ração animal a partir do vinhoto concentrado (torta protéica).
 * Fertilizante natural (fertirrigação) ou processado.
 
2) Gás Carbônico
 
 * Carga de extintores de incêndio.
 * Gaseificação de refrigerantes.
 * Fabricação de bicarbonatos.
 * Gelo seco.
 
3) Ramas
 
As ramas são fonte de amido que pode ser convertido em álcool. Também podem ser aproveitadas como fertilizantes ou combustível da caldeira da unidade industrial.
 
INFRA-ESTRUTURA NECESSÁRIA E FATORES SOCIAIS
 
T
ERRENO E LOCALIDADE
 
Terreno com área compatível, de preferência com inclinação.
 
Á
GUA
 
Curso de água ou poço subterrâneo.
 
O
UTROS FATORES INDISPENSÁVEIS
 
1) Estradas ou ruas de acesso para transporte da matéria prima e escoamento da produção diária da usina.
 
2) Comunicação disponível (telefone, internet, etc).
 
3) Energia elétrica:

 * Em alta tensão proveniente da Concessionária local.
 * Co-geração com venda da energia excedente no MAE (Mercado Aberto de Energia), se viável.
 * Geração própria para utilização interna, também analisada à luz da viabilidade.
 
E
MPREGOS DIRETOS E INDIRETOS
 
Pessoal qualificado em química e administração. Pessoal técnico operacional treinado.
 
PRODUTIVIDADE
 
Em média a mandioca com teor de fécula em base seca de 25% a 28% produz cerca de 150 litros de álcool por tonelada de tubérculo. Com o uso de leveduras modificadas o processo permite aumentar ainda mais a produtividade da conversão em até 20%, isto é a até 180 litros de álcool por tonelada de raiz. A produtividade média brasileira é de aproximadamente 45 t/ha por safra. Com essa produtividade a mandioca torna-se competitiva na produção do álcool frente à cana de açúcar. É preciso destacar, entretanto, que a destinação mais apropriada do álcool da mandioca é para a química fina ou para bebidas.
 
CONSUMO MÉDIO DE MATÉRIA PRIMA
 
Exemplo de um módulo industrial, capacidade 10.000 litros de álcool por dia, aproximadamente 3.300.000 litros por 330 dias:
 

MATÉRIA PRIMA

CONSUMO DIÁRIO (t)

CONSUMO MENSAL (t)

Mandioca

72 - 84

2.160 - 2.520

Farináceos

36 - 40

1.080 - 1.200

Amido Puro

17 - 20

510 - 600

 
TECNOLOGIA E VIABILIDADE ECONÔMICA
 
A instalação será desenvolvida com tecnologia mundialmente consagrada, tendo como processo central a hidrólise e sacarificação enzimáticas do amido de batata inglesa, batata doce, mandioca (farináceos nas entressafras), com produção durante 330 dias no ano.
 
Viabilidade econômica comprovada pela venda simultânea da produção de álcool, de amido e do conteúdo protéico resultante da torta de vinhoto. Todos os produtos têm demanda nos mercados interno e internacional.
 
Uma unidade para produção de 50.000 litros diários tem seu retorno de investimento em aproximadamente 30 meses, cerca de 2 anos e meio.
 
UNIDADES QUE COMPÕEM UMA DESTILARIA
 
 R
ECEBIMENTO E ALIMENTAÇÃO DE MATÉRIA PRIMA (RAÍZES)

   1) Pesagem e controle de entrada de matéria prima
   2) Recebimento e transferência
   3) Lavagem
   4) Moagem (Cominuição)
 
 H
IDRÓLISE E SACARIFICAÇÃO

   1) Homogeneização
   2) Cozimento (tratamento térmico)
   3) Sacarificação
 
 F
ERMENTAÇÃO

   1) Multiplicação de leveduras
   2) Pré-fermentação e fermentação
   3) Recuperação do álcool arrastado no gás carbônico
   4) Separação de sólidos no vinho (opcional)
 
 D
ESTILAÇÃO

   1) Coluna de destilação
   2) Coluna de retificação
   3) Coluna de desidratação (opcional para produção de álcool anidro)
 
 T
ANCAGEM

   1) Estocagem de álcool hidratado
   2) Estocagem de álcool de segunda
   3) Estocagem de outros líquidos
   4) Plataforma de carregamento
 
 U
TILIDADES

   1) Geração e distribuição de vapor
   2) Abastecimento, reservação, tratamento e distribuição de água
   3) Sistema de resfriamento de água
   4) Produção, reservação, tratamento e distribuição de ar comprimido
   5) Subestação de medição, rebaixamento e distribuição de energia elétrica
 
 L
ABORATÓRIO

   1) Análise de tubérculos
   2) Análise físico-química de álcool (opcional)
   3) Controle e garantia da qualidade (opcional)
 
 T
RATAMENTO GUA E EFLUENTES)

   1) Tratamento de água para Caldeira
   2) Desidratação do vinhoto (alternativa retirada da torta protéica)
   3) Tratamento dos efluentes
 
 S
EGURANÇA INDUSTRIAL

   1) Sistema de proteção e combate a incêndio (hidrantes, sprinklers e sistema fixo de espuma)
   2) Extintores de incêndio
 
 A
DMINISTRAÇÃO, MATERIAIS E MANUTENÇÃO

   1) Escritório central
   2) Refeitório
   3) Vestiários e banheiros
   4) Ambulatório
   5) Almoxarifado de materiais e insumos
   6) Oficina de manutenção (mecânica, elétrica e construção civil)
 
MEIO AMBIENTE
 
Pela concepção do projeto sob o
conceito SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), que atende a legislação (federal e estaduais), o empreendimento não exercerá impacto ao meio ambiente da região. Com o aproveitamento racional do principal efluente, a vinhaça, e o reaproveitamento das águas residuárias, a planta lançará de volta no curso hídrico apenas um despejo tratado e compatível com a diluição prevista em lei.
 
Outra característica importante da planta é que os efluentes não contêm metal pesado e não são corrosivos. Além disso, na disposição final por lagoas, estas serão construídas dentro de padrões de engenharia, com mantas protetoras para evitar percolação, erosão e contaminação do lençol freático.
 
O gás carbônico será aproveitado em engarrafadoras de refrigerantes, fabricação de bicarbonatos, cargas de extintores de incêndio, produção de gelo seco, entre outros fins. Assim, a usina não contribuirá para o agravamento do efeito estufa na atmosfera porque o anidrido carbônico não será lançado no meio ambiente.
 
EFLUENTES RESULTANTES DO PROCESSO INDUSTRIAL
 
Á
GUAS RESIDUÁRIAS E EFLUENTES
 
Em razão do alto teor em água contido nos tubérculos (mandioca, batatas, etc.), o processo industrial produz grande quantidade de águas residuárias: água da prensagem, água de lavagem da massa, e água de pré-lavagem das raízes. Essas águas residuárias somadas são conhecidas como água vegetal. Nosso projeto prevê a reciclagem da água vegetal, o que permite reduzir o consumo geral de água utilizada no processo industrial como um todo.
 
1) Água Vegetal
 
Cerca de 60% da massa contida nas raízes é água, conhecida como água vegetal. No processo de cominuição e prensagem parte dessa água é extraída levando consigo algum teor em amido (amido residual), fibras, resíduos e minerais.
 
A água vegetal contém minerais como fósforo e potássio, importantes na adubação agrícola. A sua aplicação no solo deve ser feita com acompanhamento especializado para evitar implicações indesejáveis nas características do solo ou, pela infiltração, gerar impactos no lençol freático do local.
 
Outro uso possível é a biodigestão do açúcar presente no amido residual, contido na água vegetal, para produzir o gás metano, que devidamente manipulado pode servir de fonte energética para a própria unidade industrial como combustível das caldeiras de vapor ou de secadores. Essa alternativa, entretanto exige um projeto mais bem elaborado e deve ter sua viabilidade econômica estudada cuidadosamente.
 
Uma terceira aplicação da água vegetal é o aproveitamento do amido residual que é perdido na prensagem, destinando-o para a produção de etanol. Essa alternativa é feita sempre que seja possível contrabalançar a viabilidade técnica e econômica.
 
2) Águas de Lavagem de Raízes e da Massa
 
Essas águas carregam quantidades razoáveis de nutrientes que podem ser reutilizados em fertirrigação. No caso da água de lavagem das raízes, sua reutilização deve ser feita pelo retorno ao processo de lavagem, após o tratamento adequado para retirada de resíduos (pedriscos, talos, etc.) e da lama. Já a água de lavagem da massa deve ter seu reuso estudado caso a caso nas unidades industriais.
 
V
INHOTO (VINHAÇA, VINHOTE, RESTILO, TIBORNA)
 
Como na fabricação do etanol a partir da cana-de-açúcar, também na produção a partir da mandioca o vinhoto é o principal efluente. O vinhoto é o resíduo da destilação do vinho fermentado, cuja quantidade varia entre 10 a 14 litros por litro de álcool produzido na unidade industrial quando se usa vapor direto na coluna de destilação.
 
Com o uso de trocador de calor na coluna de destilação, processo conhecido como vapor indireto, o volume de vinhaça é muito menor.
 
A carga poluente do vinhoto (DBO e outros materiais) é muito alta (cerca de 20.000 a 40.000 mg/l), portanto não pode ser lançado diretamente nos cursos de água. Nas usinas de álcool de cana a principal utilização do vinhoto hoje em dia é sua aplicação direta nas plantações da cana-de-açúcar. Esse processo é conhecido como fertirrigação. Nas destilarias de álcool a partir da mandioca esse procedimento pode também ser adotado.
 
REAPROVEITAMENTO DO VINHOTO NO PROCESSO INDUSTRIAL
 
1) Nosso projeto permite o retorno de parte do vinhoto diretamente para o processo, na operação de homogeneização para a hidrólise. Normalmente a recirculação é de cerca de 20 a 30% do total retirado da coluna, fato que contribui para a redução do volume da vinhaça na etapa final do processo.
 
2) Retorno, após ser neutralizado para um pH mínimo de 6, para a unidade de alimentação diretamente no cominuidor de raízes.
 
3) Retorno para substituir parte da água de lavagem da mandioca.

Vantagens: (1) Redução do volume de água necessário no processo e (2) redução do volume de vinhoto a ser tratado no final.

INDUSTRIALIZAÇÃO DA TORTA DO VINHOTO COMO FONTE DE PROTEÍNA

Em razão do alto teor protéico contido no vinhoto, este pode ser uma fonte de renda no faturamento da unidade industrial, inclusive como um dos produtos principais.

Devidamente concentrado em processo de desidratação, com a torta resultante pode-se produzir desde ração animal até complemento para alimentação humana.
 
RESUMO TÉCNICO
 
   Exemplo de módulo industrial, capacidade 10.000 litros de álcool por dia, aproximadamente 3.300.000 litros por 330 dias:
 

DESCRIÇÃO

UNIDADE

QUANT

OBSERVAÇÃO

Descarregamento

t/h

8,25

 Operação de 8 horas por dia

Lavagem

t/h

2,75

 Operação de 24 horas por dia

Moagem (Cominuição)

t/h

2,71

 Operação de 24 horas por dia

Homogeneização

m3

50

 2 tanques de 25 m3

Cozimento

m3/carga

11

 2 cozedores de 5,5 m3

Hidrólise/Sacarificação

m3/carga

11

 2 sacarificadores

Pré-Fermentação

m3

30

 2 dornas de 15 m3

Fermentação

m3

498

 6 dornas de 83 m3

Destilação

l/d

10.055

 Álcool hidratado a 96,4o GL

 

l/d

540

 Álcool de segunda (consumo na unidade)

 

kgf/d

15

 Óleo fúsel (álcool isoamílico p/acetatos)

Torta de vinhoto

kgf/d

22.500

 Com 20% de sólidos (alto teor protéico)

Anidrido Carbônico

kgf/d

7.500

 Bicarbonatos, gelo seco, extintores, etc.

Energia elétrica

kVA

225

 Capacidade instalada (FP=95%)

Consumo médio de energia

kWh/d

2.400

 Utilização de 24 horas por dia

Vapor saturado

kgf/h

2.600

 Caldeira 3 t/h, p=9 bar (manométrica)

Água fria

m3/h

11

 Consumo efetivo sem retorno

Água recirculada

m3/h

113

 Circuito fechado

Tancagem principal

m3

350

 Álcool

Tancagem secundária

m3

15

 Álcool de segunda e outros
 
Para unidades com capacidades maiores não basta simplesmente multiplicar os valores acima. São necessários balanços de energia, de massa e dimensionamento de equipamentos específicos para essas capacidades.
 
OBS.: Conforme a legislação brasileira o amido é um polissacarídeo extraído das partes aéreas de plantas (ex. milho) e a fécula é extraída de tubérculos, raízes e rizomas (ex. batata, mandioca, etc). Para efeito de nossa atividade, tratando-se de produtos idênticos, embora com algumas variações nas propriedades físico-químicas em razão da proporção amilose/amilopectina, em nossas considerações técnicas não fazemos distinção entre amido e fécula.
 
 
COMO ATUAMOS
 
Atuamos em consultoria e desenvolvimento do projeto, bem como no gerenciamento global da implantação da unidade de produção.

Contamos com um corpo técnico de profissionais experientes, ecléticos e multidisciplinares, conhecedores das mais variadas operações unitárias industriais.

Atuamos desde a viabilidade do projeto até à fase final, com o seguinte escopo de trabalho:
 
 
 
1) Assessoria ao cliente nas atividades de enquadramento do projeto no BNDES, se necessário.
2) Assessoria na busca de financiamentos no agente FINAME ou outro, se necessário.
3)
 
Fornecimento do projeto básico, dimensionamentos, desenvolvimento e detalhamento do projeto de engenharia da unidade industrial.
4) Fornecimento, através dos nossos parceiros, de equipamentos e componentes.
5) Assessoramento nas compras e contratações de materiais.
6) Gerenciamento dos serviços de montagem e instalações industriais.
7) Posta-em-marcha e treinamento de equipes operativas.
8) Consultoria técnica e organizacional no início da fase produtiva.
   
 
 

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